Programação Neurolingüística e a Prevenção de Acidentes no Trabalho

(Parte II)

Gilson Pacheco

Aperfeiçoamento Contínuo da Segurança no Trabalho

ATRAVÉS Dos Aspectos Comportamentais

Como vimos no artigo anterior, há sempre um componente comportamental nos acidentes do trabalho. Daí que ações gerais ou mesmo localizadas que estabeleçam controles de engenharia (equipamentos e instalações) e controles de administração (sistemas, normas e procedimentos) são limitadas, por mais eficientes que se mostrem. O comportamento humano exige um tratamento especial, que não fique restrito a palestras, convenções e eventos motivacionais. É necessário que se implante um programa com o foco no comportamento, um programa contínuo, de execução permanente, com atividades diárias de acompanhamento, como o que já ocorre nos projetos de produtividade.

O PoteNciaL Instituto de Programação Neurolingüística criou o seu modelo SBC – Segurança Baseada no Comportamento. Com ele nasceu o projeto de “Aperfeiçoamento Contínuo da Segurança no Trabalho Através dos Aspectos Comportamentais”. É um programa constituído de cinco fases cíclicas que visa, no correr do tempo, criar novos hábitos comportamentais nas pessoas de modo a fazer da preocupação com a segurança um comportamento tão comum quanto usar o cinto nos automóveis. Com uma vantagem adicional: sem forçar comportamentos por meio de ameaças de punição. As atividades, tais como no padrão PDCA dos programas de qualidade, se desenvolvem segundo as fases da lua, de forma cíclica e ininterrupta.

Para uma empresa nova, ou que esteja iniciando os trabalhos de segurança, recomenda-se iniciar pela fase 1 (Visão Compartilhada) e prosseguir no ciclo, conforme o esquema abaixo. Empresas que já possuem alguma tradição no combate às causas de acidentes já possuem de alguma forma, explícita ou não, algumas tarefas vinculadas às duas primeiras fases. Nestes casos, o programa pode se iniciar pela fase 3 (Foco no Comportamento) e dados tangíveis poderão ser observados em menor prazo.

AS FASES DO PROGRAMA

   

FASE 1 – VISÃO COMPARTILHADA

A alta direção da empresa deve liderar uma campanha interna e externa de divulgação da ênfase na segurança. Todos na organização devem concordar que a segurança pode ser continuamente aperfeiçoada e, o mais importante, é imperativo que ela seja continuamente aperfeiçoada. A busca da segurança deve fazer parte da missão da companhia.

 FASE 2 – ALINHAMENTO DE CULTURA

O próximo passo é o alinhamento da Visão com a Missão. Em todos os níveis funcionais, não basta divulgar que a organização prioriza o segurança de seus colaboradores. Tal como a mulher de César, que precisa provar que é honesta, a companhia também precisa mostrar sua honestidade em relação ao propósito que apregoa. É importante alinhar o que as pessoas dizem que fazem com o que realmente fazem

FASE 3 – FOCO NO COMPORTAMENTO

Por mais eficientes que sejam as atitudes empresariais no combate e prevenção aos acidentes, os riscos continuarão existindo. Comportamentos não minimizam os riscos mas reduzem a exposição dos trabalhadores a eles. Foco no Comportamento significa voltar todos os esforços para evitar a exposição aos riscos. A empresa deve ter sempre em mente que o comportamento é o fator mais presente em todos os acidentes e que um comportamento de risco numa área é resultado de algum tipo de cultura naquela área. 

FASE 4 – OBSERVAÇÃO DE TAREFAS

Esta fase é o coração do projeto. Ela verifica se esforços da companhia no combate preventivo aos acidentes vêm apresentando resultados. Operadores são treinados, por meio de padrões de Programação Neurolingüística, a observarem o comportamento de seus colegas, em busca de algum comportamento de risco presente mas não notado conscientemente pelo trabalhador. É um trabalho de colegas, que estimula o vínculo nas equipes. Todos os operadores devem exercer a função do observador, para que não se dissemine erradamente pela empresa que a observação de tarefas é alguma coisa ligada à fiscalização. 

FASE 5 – ACOMPANHAMENTO

A fase final, que recicla o programa, é um sistema que avalia os dados obtidos durante as observações, encaminha os resultados, propõe alternativas de solução (desde a compra de equipamentos até recomendações de psicoterapias), promove a divulgação junto a toda a empresa dos progressos alcançados e planeja o novo ciclo.

 Em todas as fases a Programação Neurolingüística é essencial. Suas técnicas de facilitar os relacionamentos, formular adequadamente objetivos, classificar os comportamentos em níveis de complexidade cerebral e administrar conflitos, entre outras, facilitam a fluidez do programa e reduzem substancialmente o tempo de aceitação e confiança no projeto por parte de seus grandes beneficiários: os trabalhadores.

 Quem se interessar em conhecer melhor o projeto pode entrar em contato com o Potencial Instituto de Programação Neurolingüística.